sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012


  
 Vem, pode sentir ciúmes. Só me pede pra ficar. Vai, perde a conta de quantas vezes brigou comigo essa semana, mas me mostra à noite aquela música que só faz sentido quando você deita no meu colo e eu te faço cafuné. Anda, pode morder apertar. Me distrai na melhor parte do filme esparramado em mim no sofá. Corre me toma, me beija a boca, me diz bobagens, ri das minhas besteiras, mas não esquece que eu amo teu sorriso. Berra, esbraveja, sente raiva, mas volta pro teu ninho no meu peito. Deita do meu lado, te digo baixinho que te amo só pro teu coração escutar. Te olho nos olhos, te convenço que a vida vale à pena, te beijo no escuro, te mordo o pescoço, te colo em mim. Deixa amor, deixa a noite passar, deixa o sol nascer, deixa eu amanhecer enroscada no teu abraço. Deixa amor, deixa eu morar nos teus sonhos. Deixa a vida passar, deixa ser cruel e triste, deixa… Só não deixa de sentir. Sentir-me. Bem aqui, aí.

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